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Um projeto chamado “EU

Li outro dia numa dessas famigeradas revistas semanais que 2010 será o início dos “anos dourados” brasileiros. O tsunami de boas notícias que invadiu o Brasil neste ano é o que sustenta tal clima de esperança. A dádiva da natureza com a descoberta do pré-sal e a realização de dois megaeventos, a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, nos trouxeram a possibilidade de resgatar aspirações profissionais jogadas no imenso mar de incertezas dos últimos tempos. As estimativas são promissoras: novos e melhores empregos em dezenas de áreas serão gerados; haverá avanço tecnológico; setores carentes, como o de segurança e desenvolvimento social, ganharão investimento.
Os maiores desafios dos processos que cercam esse auspicioso terreno serão justamente criar meios para instalar uma gestão eficiente dele. Afora as questões de cunho político, a ausência de profissionais com as qualidades desejáveis para ocupar cargos-chave em grandes corporações – entendem-se pessoas criativas, críticas, familiarizadas com questões globais e com boa formação acadêmica – aparece no topo dessa missão. A retórica pode – e vai – soar para alguns como um “clichê corporativista”, afinal, a mesma tecla é batida há anos.
Há anos também “gurus” tentam prever qual será a carreira do futuro, ou seja, aquela que irá demandar um contingente enorme de pessoas. Em meus quase 20 anos de vida acadêmica, vi elevarem profissões então rebaixadas por eles próprios, e acompanhei o contrário também, tudo, na maioria das vezes, pela mídia. Jovens às vésperas da escolha profissional, cujas vidas são regadas de dúvidas em todas as esferas, costumam se apoiar, mesmo que de forma involuntária, em tais conselhos, sem levarem em contar as próprias vontades e expectativas.
Ainda que determinada profissão pareça atraente pela grandeza de seu mercado e que empresas possuam projetos claros e consistentes, é preciso saber que estão em constante transformação, de modo a acompanhar as tendências e dinâmica do País. Os eventos esportivos que iremos sediar, por exemplo, deverão, num primeiro momento, abrir grande campo de trabalho para os engenheiros e, posteriormente, para turismólogos, jornalistas, intérpretes, entre outros. Isso significa, então, que capacitar-se profissionalmente para atender a essa demanda sazonal pode ser um tiro no escuro? De maneira alguma, desde que essa preparação faça parte de um projeto individual e seja um dos passos da gestão da própria carreira. Assim como se espera um legado à população das obras que irão estruturar as cidades para a Copa do Mundo, o profissional precisa preparar-se de modo a contemplar sua carreira, e não unicamente a necessidade momentânea de uma empresa ou mercado.
William Kooser, da Universidade de Chicago, enfatizou certa vez que a chave é desenvolver a capacidade de aplicar alguns conceitos fundamentais para uma variedade de problemas, sejam eles atuais ou que surjam daqui a 20 anos.
Planejar o futuro profissional requer uma ligação mais intrínseca entre aquilo que se almeja e aquilo que o mercado precisa. Trata-se, em suma, de construir uma carreira integrada, ou seja, colocar suas aptidões a serviço do mercado e utilizar as experiências adquiridas nele, como matéria-prima para arquitetar seus projetos. É preciso dar espaço aos interesses próprios em qualquer coisa que se faça.
Ter diploma universitário, investir na educação continuada, seja MBA ou especialização – isso vai depender de suas aspirações –, dominar segundo idioma, desenvolver capacidade de trabalhar em grupo, etc. continuam na lista dos pré-requisitos para a conquista de um lugar ao sol no mercado de trabalho. Mas, para não fazer desse emprego apenas um período idílico na sua história, é fundamental que se desenvolva a aptidão para a intimidade e a relação consigo mesmo e com os outros, mantendo a conexão àquilo que você quer e àquilo que o mercado necessita.

 

 

Carlos Alberto Vicchiatti é pós-doutor em Comunicação, doutor em Comunicação e Semiótica, mestre em Educação do Ensino Superior e jornalista. Ocupa o cargo de vice-reitor Acadêmico da Universidade Guarulhos (UnG).
 

 

 

 

 

 

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