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O PARTO E O PLANEJAMENTO

 

 

 

Gosto de acordar cedo. Normalmente acordo às 6h da manhã para tomar café tranqüilamente e colocar a leitura em dia. Aproveito e planejo meu dia, verifico os contatos que devo fazer, os compromissos que tenho, essas coisas. Às 7h já estou em frente ao computador. Mas foi exatamente às 7h do último dia 03 de outubro, quando eu estava saindo do quarto para subir ao escritório, que minha mulher me chamou e disse: “Paulo, estourou a bolsa...”. Fiquei animado e na hora respondi: “É verdade, a bolsa de valores tem rendido muito nos últimos dias, pois passou a resistência dos 62000 pontos...”. “Não - ela disse - a outra bolsa”. Mulheres adoram bolsa e exageram. Mais uma que eu teria de comprar. Aí ela me olhou e falou: “A BOLSA DO BEBÊ...”. Mas como, se o planejado e já marcado era uma cesária naquele mesmo dia, porém às 19h? Será que o bebê confundiu 7h da manhã com 7h da noite? Fiquei calmo, pois como um bom gestor já tinha tudo planejado e o melhor... por e-s-c-r-i-t-o. Doze horas de antecedência não seriam problema, bastava seguir o roteiro definido que tudo daria certo. Imprevistos existem para serem superados e nenhum planejamento é perfeito. Já ia correr para buscar meu plano, mas após receber um olhar atônito de minha mulher, percebi que o melhor naquele momento era ligar para a médica. Liguei e ela mandou ir para a maternidade. Seria tudo muito rápido. Seria, se minha filhinha não tivesse decidido nascer tão cedo. Afinal, 7h da manhã em Curitiba é horário de rush e a maternidade fica bem no centro da cidade. O planejado era chegar em dez minutos e demorei quase meia hora. Além disso, ficar no carro quinze ou vinte minutos a mais com dor e contração não é nada agradável. Era por volta das 8h30m quando finalmente chegamos e, por coincidência, o médico de plantão era o mesmo que iria participar da cesária à noite. Mas nós não o conhecíamos. Nessa hora pensei que muitas vezes temos problemas na empresa e precisamos contar com pessoas ou fornecedores que não conhecemos bem. É necessário dar-lhes sempre algum crédito para que o trabalho flua melhor. As pessoas sempre merecem um voto de confiança. Dei o meu voto ao médico (que era do tipo engraçadinho). É incrível como o bom humor deixa o ambiente mais leve e nos torna mais confiantes e relaxados. Fez o exame, viu que a bolsa havia rompido e brincou dizendo que ia pensar se ia adiantar o horário. Pediu que eu providenciasse o internamento. Por volta das 9h subimos ao quarto. Quinze minutos depois, a médica pediu que minha esposa subisse ao centro cirúrgico para examiná-la mais atentamente. Fiquei aguardando no corredor. Mil coisas passavam pela minha cabeça, quando a médica ligou avisando que ia realizar a cesariana naquela mesma hora, pois minha mulher havia perdido muito líquido. Ela pediu que eu esperasse e prometeu que logo daria notícias. Fiquei lá, sentado. Nessa hora o tempo não passa. Pensei em mil coisas, como o dia em que descobrimos que ela estava grávida, na “curtição” da gravidez, na escolha das roupinhas e até no quanto foi difícil achar a bendita fórmica lilás para colocar em algumas portas do guarda-roupa, só para fugir do tradicional cor-de-rosa. Meu Deus, como é ruim esperar! E isso não estava em meu planejamento. A paciência, além de uma virtude, é uma necessidade para qualquer gestor nos dias de hoje. Mas foi bom ter planejado. Planejar essa situação me trouxe mais tranqüilidade na hora da execução e evitou situações que podiam geram um grande estresse. Quem foi que disse que não vale a pena planejar nada, pois tudo dá errado? Ah, já sei! Aquele gerente que nunca tem tempo para nada e vive mergulhado na própria desorganização, no caos organizacional. Exatamente às 9h e 32m minha filha veio ao mundo. Às 10h e 30m a enfermeira me disse que viria trazê-la do centro cirúrgico para o quarto. Cada vez que o elevador abria meu coração disparava. Exatamente às 10h e 47m a enfermeira saiu pelo elevador empurrando uma maca. Minha mulher estava lá e em seus pés, um pacotinho, um presente enrolado. Beijei minha esposa e rapidinho peguei o bebê. “Meu Deus, como é linda!”, pensei. O designer foi perfeito. “Parabéns!” O bom gestor sempre deve elogiar um trabalho bem feito. Logo à primeira vista me apaixono. Eu olhei para ela, que estava com os olhinhos bem abertos, quietinha, com a mão na boca e disse bem baixinho em seu ouvido: “Você se chama Liz. E eu vou cuidar de você e amá-la por toda a minha vida”. E de repente, não mais que de repente, eu juro para vocês, ela sorriu e por transmissão de pensamento disse: “Eu também”.

 

 

 

Paulo Araújo, é administrador de empresas, pós-graduado, especialista em palestras motivacionais além de escritor. Autor de "Motivação - Hoje e Sempre" (editora Qualitymark), entre outros livros. www.pauloaraujo.com.br

 

 

 

 

 

 

"TEMPO DE REALIZAR"

       

 

"TEMPO DE ESCOLHER por Tom Coelho"

 

"MATRÍCULAS ABERTAS 2008"

 

"NOVIDADES PARA 2008"

 

O PARTO E O PLANEJAMENTO por Paulo Araújo